Blog do Wanderson Marçal


Política de Mahmoud é legítima.

 

  (Veja é um lixo) Nossa imprensa, boçal e intrínseca ao pensamento imperialista estadunidense, propaga, e que é direito seu, diga-se, que Ahmadinejad é um tirano que anseia enriquecer urânio para fins bélicos e dar início a políticas genocidas em relação aos israelenses.

 Mahmoud asseverou muitas vezes que o enriquecimento de urânio tem fins pacíficos, e disse que tem como objetivo eliminar Israel do mapa. Para a imprensa, a primeira fala é falsa, e a segunda, verdadeira. Por que não o contrário? Por que o presidente iraniano não pode estar a falar a verdade quando propugna que não fomentará bombas atômicas e a mentir quando diz que deseja eliminar os israelenses do globo?

 Da segunda questão nada posso mensurar em parcas linhas, mas da primeira certamente posso e o farei a levar em conta o que ouvi hoje do notável mestre André Roberto Martin. Não obstante, para o Irã a política belicista, no momento, seria inviável, pois os EUA, através de sua política externa por vezes marota, mas eficaz, está a criar campo para atacá-lo, a alocá-lo no posto de inimigo à paz mundial. Seria, assim sendo, uma política suicida iraniana tentar produzir bombas atômicas, pois antes que o processo tivesse início, de fato, os Estados Unidos da América, país que investe mais de 700 bilhões de dólares no âmbito militar por ano e que hoje possui domínio bélico insular e também territorial que representa 60% de todo o globo, logo o atacaria e o venceria.

 No entanto o ataque ao Irã, principalmente via imprensa, por parte dos imperialistas estadunidenses decorre do medo que essa potência tem da formação de potências-continentais, a ser o Irã uma no oriente médio e o Brasil outra na América do Sul. E é nesse âmbito que age com correção a política externa brasileira, a ser que somos os únicos capazes de exportarmos urânio em larga escala frente a potências como EUA e Rússia, e que temos por grande interesse o surgimento, ou melhor, a afirmação de potências meridionais, a deixar o setentrional, o Hemisfério então chamado das grandes potências não mais hegemônico frente ao não mais hemisfério dos impotentes.

 



Escrito por Wanderson Marçal às 22h32
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F1, agora.

(Bloqueio mental) Nossa imprensa, em quase todos os âmbitos, é boçal. E a que cobre a F1 não é diferente. Quando o Hamilton, o Alonso, o Button ou o Webber ganham, são cognominados, respectivamente, de novo Senna,  Él fódon, novo Prost e de Mansell piorado. Quando perdem, são todos uns bostas. Não é assim que se avalia uma corrida de automóveis, muito menos uma temporada inteira. Imediatismo idiota, esse.

 Aos fatos. A vitória de Alonso, a meu ver, não representa que ele é, agora, o principal rival de Webber na luta pelo campeonato. O melhor carro é o da Red Bull, e é dela que deve sair o campeão. E o que os resultados demonstram, forte e irreversivelmente, é o australiano a rumar ao título. Mesmo em finais de semana de corrida nos quais ele fica apagado, consegue bons resultados, tal qual hoje.

 Apesar disso, a vitória do espanhol foi exuberante. Daquelas de pilotos acima da média. Não será campeão, mas tem cada vez mais cativo o lugar de primeiro piloto. Massa, seu escudeiro, que chegou em décimo, mas que acabou por lograr o oitavo posto em decorrência de punições póstumas ( à corrida) à Hulkenberg e Sutil por cortarem zebras, deve começar a pensar em seu futuro longe da Ferrari. Sua imagem está terrivelmente detraída perante os fãs da categoria, entre os quais nós, os brasileiros.  Uma boa saída para o Massa, a me ver, é a Renault. Se ele pensar em ser campeão, um dia, é o que de melhor ele pode galgar.

 O outro brasileiro, o Barrichello, fez uma corrida razoável e chegou em sexto. Hoje, sem os olhos cegos de um fã, vejo como Rubinho teve sorte ( e não azar) de ter guiado para a Ferrari: ocupou o lugar de segundo piloto, o que melhor lhe cabe. O brasileiro é um bom acertador de carros, mantém-se sempre na zona de pontuação, não comete erros bobos e, vez por outra, faz um corridão e vence. É o típico perfil de segundo piloto acima da média. Tanto o foi que obteve excelentes resultados, para um escudeiro, à época de Ferrari.

 Como primeiro piloto, o quarto melhor piloto brasileiro de todos os tempos teria problemas. A falta de constância é seu pior entrave. Como diz um amigo, se as corridas maravilhosas esporádicas de Barrichello fossem mais constantes, ele teria uns 4 títulos mundiais e já teria se aposentado.  Tomara que em 2011 ele me surpreenda nesse aspecto, assim como o Mark está a fazer este ano.

 É isso, comentem.

 

 

 



Escrito por Wanderson Marçal às 16h36
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