Os ex-formadores de opinião.
O jornalismo radialista e televisivo fora até antes do surgimento da Internet os meios de comunicação mais profusos, nenhuma notícia abrangia tanto público quanto as que eram repassadas via estes dois importantes meios.
Após o advento da internet, perderam certa importância, entretanto no Brasil, e em boa parte do globo, continuam a ditar o ritmo das informações na Internet. O portal de notícias mais acessado do Brasil é o Globo.com, que é detido pelas Organizações Globo, obviamente, líder na Televisão, com a Rede Globo, e no Rádio com a R.Globo.
Logo percebe-se que público não mudou de fonte, apenas de meio.
O mesmo ocorre com o jornalismo dito especialista em automobilismo. Àqueles que debelavam os conhecimentos nos veículos supracitados atualmente exercem influência na internet, a ser os mais conhecidos os lordes Fábio Seixas, Flávio Gomes e Téo José.
Téo José, dentre estes, é o, digamos assim, mais inocente. Pouco tenta influenciar a opinião alheia, e tem como característica uma escrita parca porém acessível à boa parte daqueles mais humildes fãs de F1. Podes melhorar quanto alguns conceitos e actos dentro de seu blog, contudo nada de muito radical. Fundamentalmente lhe mandaria estudar mais. É um entrave de fácil resolução.
Flávio Gomes é o típico jornalista-fanfarrão, que utiliza-se do senso-comum aplicado à uma falácia quase erudita para ludibriar os desavisados. Às vezes consegue, outras não. Semana passada escreveu um artigo de cunho sensacionalista com o título “Em Defesa de Barrichello” para atacá-lo implicitamente, ao dizer que a Globo, que teoricamente à primeira análise seria seu foco de ataque, vende uma imagem que Rubens não é: de um piloto com possibilidades de ser vencedor. Ou seja, chama Rubinho de derrotado, ou no mínimo o denomina de não capaz de vencer.
É o jornalismo dispensável. Dá pra viver sem.
Fábio Seixas dos três é o melhor no quesito “ser jornalista”. Bem informado, bons textos, é envolvido com personagens secundários da F1, enfim, tinha tudo para seguir uma carreira assaz brilhante.
E não é, resume-se a um blog e uma coluna de um editor adjunto do segundo jornal de importância na cidade de São Paulo. Por que: eis a pergunta. Responder perfeitamente não sei, mas afirmo que Seixas é sujo quanto algumas alocações relativas ao Barrichello, e também à outros pilotos. Espera uma frase mal colocada, um discurso no momento errado para fazer disso um discurso contra a “incompetência” do brasileiro.
À exemplo, quando Nelsinho foi demitido, disse que isso era decorrente de sua conduta displicente, e citou alguns casos à épocas atrás. Ou seja, guardou a informação para bombardear o coitado num momento difícil.
É o jornalismo mau-caráter. E este é o pior de todos.
Dito isso chegamos a conclusão de que a Internet não é emancipadora, como afirmam, tem estreita ligação com a dominação dos outros meios de comunicação, a ser que os que aqui tentam formar opinião permeavam o Rádio e a TV, e que os meios para enganar o povão continuam os mesmos, destarte mudaram apenas os nomes: não se chamam jornalistas, e sim blogueiros, e as vítimas não mais espectadores, e sim internautas.
Escrito por Wanderson Marçal às 21h09
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