O futebol que não evolui
O campeonato brasileiro aproxima-se de seu encerramento, o time paulistano São Paulo está com as duas mãos na taça, mas e daí?
O SPFC, segundo matéria vinculada hoje na “Folha de São Paulo”, fechará suas contas com déficit, e nem a premiação ínfima de 1,5 milhões que a CBF oferece ao campeão, cobrirá o rombo, saliento que este valor sequer cobre as premiações que serão dadas aos jogadores são-paulinos após efetuar a conquista.
Pergunto aos senhores, como é possível um campeão, um time dito organizado, sair de um campeonato no vermelho? Isto é o Brasil, amigo.
O futebol brasileiro é tão ou mais sujo que a política, indubitavelmente. Aqui temos clubes que deturpam juízes por não marcarem pênaltis para suas agremiações, estes mesmos juízes rechaçaram o Edílson Pereira de Carvalho, entretanto são receptores de benesses. É tamanha a bagunça que chega a ser imensurável.
O Futebol brasileiro se tornou um programa televisivo, onde a emissora detentora dos direitos, com toda razão, pois paga um valor para isto, muda horários, dias de jogos, etc.
Voltando ao limiar do texto, os seguidos déficits obrigam os clubes a venderem seus jogadores, tornando tudo isto um ciclo vicioso, onde o perdedor somos nós, os telespectadores, pois temos que assistir os campeonatos ano após ano com um péssimo nível técnico.
Concomitante tudo isso, há uma crise mundial que afetará o futebol, principalmente o sul-americano, pois marcas importantes, como por exemplo a LG, tendem a migrar maciçamente para investimentos mais sustentáveis, sendo o Europeu o possível destino.
Ou seja, o futebol brasileiro ficará cada vez mais dependente da televisão, e desta forma, o campeonato que já não é bom tende a ficar pior, já que ser campeão brasileiro é tão importante quanto ser o décimo quinto homem bomba da Al Qaeda.
Escrito por Wanderson Marçal às 21h47
[]
[envie esta mensagem]
Barrichello, Ferrari e Schumacher
Ontem, foi exibida no fantástico uma entrevista com Rubens Barrichello, mas esta fora especial porque pela primeira vez o piloto brasileiro falou abertamente sobre seu relacionamento com Schumacher, Ferrari e o lázaro acontecimento no GP da Áustria em 2002. Acompanhe os principais trechos:
Relação com Schumacher
A minha relação com ele hoje em dia e na época sempre foi boa. Porque eu sempre quis que fosse boa. É lá dentro que o cara modifica.
Dentro da Equipe
Eu sempre almejei ter a igualdade dentro do carro e, quem for melhor, ganha. Na minha visão, é desse jeito que tem que ser o mundo. Você não precisa ter uma coisinha a mais para ganhar. É dessa forma que eu encaro as pessoas que duvidam que eu seria campeão do mundo. Não tenha dúvida que o Schumacher era mais rápido do que eu. Mas nos momento em que eu ia sobressair, acabava sendo freado.
Fatídico GP da Áustria 2002
Foi a oito voltas para o final da corrida que começou aquela conversa. Falaram: “Você sabe o que Michael está atrás. Para o campeonato é importante”. Foi aumentando a conversa até chegar a um ponto, que eu entrei na última volta muito indeciso. As pessoas me perguntam: “Por que na última curva?” Porque eu entrei na penúltima curva decidido a não deixar ele passar. Mas tinha um preferido lá dentro, não tinha jeito. Eles falaram que eu deveria repensar no meu contrato. Aquilo para mim foi uma ordem: “Melhor você tirar o pé ou você vai acabar sendo mandando embora”.
Aí eu mandei perguntar para o Schumacher se era isso mesmo que ele queria, porque eu achava tão injusto fazer aquilo na frente de todo mundo. Eu queria saber se ele estava ciente daquilo ou não. Eles me disseram que não cabia a ele decidir ou não. Mas eu tenho os papéis em casa com todas as falas e ele tava ciente de tudo aquilo que estava acontecendo.
Escrito por Wanderson Marçal às 19h29
[]
[envie esta mensagem]